quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Sem Norte, perdida
Sem sentido, procuro
Sem saber, sinto

Perdida, sem sentido
Procuro, sem saber
Sinto, sem Norte

Sem Norte, procuro
Sem sentido, sinto
Sem saber,
perdida



sexta-feira, 8 de março de 2013

Amanhã

O teu Olhar
essa ternura que me deixa tonta de felicidade
O teu querer
essa vertigem que me emvolve e me faz sonhar
A tua voz
Esse som que me deixa louca e sorridente

Tens em ti a magia que me embala e seduz
E tudo o que não quero dizer, prometer, foi esquecido
Contigo sonho, digo, prometo.

sábado, 24 de novembro de 2012

Momentos

Quero-te, porque sim,
Sem dúvidas, promessas, ilusões

Quero-te
nesse teu carinho triste,
antecipando o inevitável,
nessa tua alegria incosequente
de criança feliz,

Quero-te
nessa vontade doida
de partilhar cada momento,
nesse brilho que te incendeia
quando estamos juntos,

Quero-te
nesse sorriso luminoso
ao cruzarmos o olhar,
nessa vontade
de mundar a realidade


Quero-te.....
porque sim

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Espera...





Não me digas adeus, ó sombra amiga,
Abranda mais o ritmo dos teus passos;
Sente o perfume da paixão antiga,
Dos nossos bons e cândidos abraços!

Sou a dona dos místicos cansaços,
A fantástica e estranha rapariga
Que um dia ficou presa nos teus braços...
Não vás ainda embora, ó sombra amiga!

Teu amor fez de mim um lago triste:
Quantas ondas a rir que não lhe ouviste,
Quanta canção de ondinas lá no fundo!

Espera... espera... ó minha sombra amada..
Vê que pra além de mim já não há nada
E nunca mais me encontras neste mundo!...


Florbela Espanca, in "Charneca em Flor"

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Beijo


"...O mundo parou.
Sombras pousavam-lhe, transparentes, na pele do rosto. O ar fresco, arrefecido, moldava-lhe a pele do rosto.
E o mundo continuou.
Ajudei-a a descer.
Corremos pelo passeio de mãos dadas. A minha mão a envolver a mão fina dela: a força dos seus dedos dentro dos meus.
Na noite, os nossos corpos a correrem lado a lado.
Quando parámos: as nossas respirações, os nossos rostos admirados um com o outro: olhámo-nos como se nos estivéssemos a ver para sempre.
Quando os meus lábios se aproximaram devagar dos lábios dela e nos beijámos, havia reflexos de brilho, como pó lançado ao ar, a caírem pela noite que nos cobria."

José Luís Peixoto, in 'Cemitério de Pianos'



domingo, 2 de setembro de 2012

Pensamento

Nem todas as histórias de amor são epopeias.

Por vezes são meros contos