Segunda-feira, 23 de Abril de 2012

Reencontro com a loucura

Dar, sem medo de não receber
Sentir,
sem vergonha de ser mal interpretado
Querer, sem pensar no amanhã


Confiar,
porque não há razão para não o fazer
Fechar os olhos e permitir a invasão de
sensações que explodem dentro de nós


Olhar e ser compreendida
Chegar e ser protegida
Querer e ser correspondida

Sábado, 7 de Abril de 2012

Vertigem


Para lá da pele,
para lá do sentir
para lá da vontade


Pensamentos que gritam
Mais alto que a sensação,
Sensações que esmagam
o pensamento


Limitações do ser físico
Traduzidas numa vertigem

Sábado, 24 de Março de 2012

Fénix




Um dia, um olhar
Um sonho, um sorriso
Um querer, em arrepio


Caminhos cruzados
Percursos diferentes 
Um momento sentido


Olhar catraio, sedução
Sorriso sincero, sentimento
Arrepio de pele, sensualidade


Momentos esperados
Percursos Alterados
Caminhos paralelos

Sexta-feira, 16 de Março de 2012

Sintonias

Embala-me na tua calma
Protege-me no teu peito
Diz-me que tudo ficará bem

A forma como danças comigo
Ao som de uma melodia imaginária
Só audível aos nossos sentidos

Acorda-me deste torpor
Mostra-me  o teu mundo
Leva-me pela mão aos seus recantos

Olha para mim
Vê-me

Quarta-feira, 7 de Março de 2012

Pensamentos

No meio das folhas entoa tristes melodias, e cada nota que emite é uma evidência de sua alma imaculada



Enquanto canta, a amarga dor da morte penetra seu íntimo e ela treme como uma folha.

Quando lhe resta apenas um sopro de vida, bate suas asas e agita suas plumas, e deste movimento produz-se um fogo que transforma seu estado.

Breve, madeira e pássaro tornam-se brasas vivas, e então cinzas.

Porém, quando a pira foi consumida e a última centelha se extingue,
uma pequena Fénix desperta do leito de cinzas.


Farid al-Din Attar, no livro A Conferência dos Pássaros, de 1177

Quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2012

Pensamentos

"Ás vezes temos de fazer coisas imperdoáveis só para continuar a viver"

A frase não é minha e vem na sequência de um triângulo amoroso.

Deixou-me a pensar

Sei que fiz coisas imperdoáveis, só para me sentir viva
Sei que fui vitima desse sentimento de "morte" por parte de outros
Sei que a necessidade de "adrenalina" nos leva a fingimentos cruéis

Mas ..........

Sei, também, ou melhor descobri, que é
possível ser inteiramente honesta despojada
de artifícios, fingimentos e armas, mas que
é nessa altura que descobrimos os actos
imperdoáveis do próximo.