sexta-feira, 8 de março de 2013

Amanhã

O teu Olhar
essa ternura que me deixa tonta de felicidade
O teu querer
essa vertigem que me emvolve e me faz sonhar
A tua voz
Esse som que me deixa louca e sorridente

Tens em ti a magia que me embala e seduz
E tudo o que não quero dizer, prometer, foi esquecido
Contigo sonho, digo, prometo.

sábado, 24 de novembro de 2012

Momentos

Quero-te, porque sim,
Sem dúvidas, promessas, ilusões

Quero-te
nesse teu carinho triste,
antecipando o inevitável,
nessa tua alegria incosequente
de criança feliz,

Quero-te
nessa vontade doida
de partilhar cada momento,
nesse brilho que te incendeia
quando estamos juntos,

Quero-te
nesse sorriso luminoso
ao cruzarmos o olhar,
nessa vontade
de mundar a realidade


Quero-te.....
porque sim

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Espera...





Não me digas adeus, ó sombra amiga,
Abranda mais o ritmo dos teus passos;
Sente o perfume da paixão antiga,
Dos nossos bons e cândidos abraços!

Sou a dona dos místicos cansaços,
A fantástica e estranha rapariga
Que um dia ficou presa nos teus braços...
Não vás ainda embora, ó sombra amiga!

Teu amor fez de mim um lago triste:
Quantas ondas a rir que não lhe ouviste,
Quanta canção de ondinas lá no fundo!

Espera... espera... ó minha sombra amada..
Vê que pra além de mim já não há nada
E nunca mais me encontras neste mundo!...


Florbela Espanca, in "Charneca em Flor"

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Beijo


"...O mundo parou.
Sombras pousavam-lhe, transparentes, na pele do rosto. O ar fresco, arrefecido, moldava-lhe a pele do rosto.
E o mundo continuou.
Ajudei-a a descer.
Corremos pelo passeio de mãos dadas. A minha mão a envolver a mão fina dela: a força dos seus dedos dentro dos meus.
Na noite, os nossos corpos a correrem lado a lado.
Quando parámos: as nossas respirações, os nossos rostos admirados um com o outro: olhámo-nos como se nos estivéssemos a ver para sempre.
Quando os meus lábios se aproximaram devagar dos lábios dela e nos beijámos, havia reflexos de brilho, como pó lançado ao ar, a caírem pela noite que nos cobria."

José Luís Peixoto, in 'Cemitério de Pianos'



domingo, 2 de setembro de 2012

Pensamento

Nem todas as histórias de amor são epopeias.

Por vezes são meros contos

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Reencontro com a loucura

Dar, sem medo de não receber
Sentir,
sem vergonha de ser mal interpretado
Querer, sem pensar no amanhã


Confiar,
porque não há razão para não o fazer
Fechar os olhos e permitir a invasão de
sensações que explodem dentro de nós


Olhar e ser compreendida
Chegar e ser protegida
Querer e ser correspondida